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Delegados se mobilizam para pôr fim à escolha política
 
Delegados se mobilizam para sugerir outros nomes e pôr fim à escolha política
 
30 de Jan de 2014
O dia
 
Rio - No tabuleiro da Secretaria de Segurança do Rio, a “disputa” ao cargo de Chefe de Polícia Civil parece aberta. O dossiê que pode ter colocado em xeque o ‘Rei’ e ‘xerife’, delegado Cláudio Ferraz — substituto preferido à vaga de Martha Rocha e, agora, investigado por enriquecimento ilícito e sonegação fiscal —, trouxe à mesa antigas peças e uma opção inédita: a escolha sindical.

Conforme O DIA antecipou na terça-feira, a lista com cinco nomes da eleição do Sindicato dos Delegados de Polícia do Rio de Janeiro (Sindelpol), será entregue hoje ao secretário de Segurança, José Mariano Beltrame. À tarde, será a vez do governador Sérgio Cabral ser informado da decisão. Martha deixa o cargo amanhã.

Nos últimos dois dias, os próprios delegados se mobilizaram para sugerir nomes e pôr fim à escolha exclusivamente política. A atitude, nuca antes adotada no Rio, é vista como uma saída democrática e que fortalece, internamente, a instituição.
Foram “escolhidos” os delegados José Paulo Pires (presidente da Federação Nacional dos Delegados de Polícia Civil e adjunto em Campos), Antenor Lopes (titular da 6ª DP-Cidade Nova), Antônio Carlos de Carvalho ( diretor do Departamento de Polícia de Área), André Luis Drummond (diretor do Departamento Geral de Tecnologia da Informação e Telecomunicações), e Sérgio Caldas (subchefe Administrativo da Polícia Civil). O nome de Cláudio Ferraz apareceu apenas como o sétimo mais votado.

A Secretaria de Segurança não quis se pronunciar sobre a possibilidade de escolha pelas indicações. Pessoas ligadas a Beltrame garantem que Cláudio Ferraz foi convidado ao cargo. No entanto, o dossiê com supostas irregularidades na evolução patrimonial do coordenador especial de Transporte Alternativo da Prefeitura do Rio e ex-delegado da Draco pode ter abalado a decisão, apesar de o secretário ainda crer na inocência do suspeito.
O Ministério Público Federal solicitou à Receita Federal, ao Ministério Público Estadual, à Corregedoria Geral Unificada e à Corregedoria Interna da Polícia Civil que tudo seja investigado.
Ferraz garante ter provas de que os imóveis foram adquiridos no passado, e afirma não possuir qualquer envolvimento com grileiros ou milicianos.

Outros policiais também estão cotados para assumir o cargo
Além da possibilidade da escolha ser feita pela lista, outros nomes voltaram a ser ventilados ao posto máximo da Polícia Civil com o suspense em torno do nome de Ferraz. Entre eles, surgem os delegados Gilson Emiliano, ex-corregedor da Polícia Civil, David Anthony Alves, atual corregedor do Detran-RJ, e Rivaldo Barbosa, titular da Divisão de Homicídios da capital.

Este último, inclusive, já teve a oportunidade de assumir o cargo após a saída de Gilberto Ribeiro, mas não aceitou. Ainda correm por fora os delegados Fernando Moraes, ex-diretor da Divisão Antissequestro (DAS), Alexandre Capote, atual titular da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco-IE), e Sérgio Sahione, que hoje está na Secretaria de Segurança.

A delegada Martha Rocha informou, semana passada,que amanhã será seu último dia na Chefia. A decisão tem fins políticos, já que ela pretende disputar uma vaga na Assembleia Legislativa (Alerj) nas próximas eleições. Em 5 de outubro, véspera do prazo de filiação partidária, a delegada entrou para o PSD.
 
   
Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado do Rio de Janeiro
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